Bem vindo ao Apartis

Bem vindo ao Apartis

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

“MAIL ART - Proposta Criativa” - por Pais Garcia


      A Arte Postal começa com Ray Johnson na década de 50, sendo uma tendência artística que se movimenta através da feitura de desenhos, pinturas, colagens, fotografias com preocupação estética, mas liberta de quaisqueres pretenciosismos relacionados com correntes ou normas comerciais das galerias de arte vigentes, exercendo no entanto, funções de informação, protesto e até de denúncia. Quase sempre em pequeno formato (tamanho postal), onde se organizam exposições específicas de Arte Postal/Mail Art, importantes certames nacionais como internacionais, que se realizam um pouco por todo o mundo, permitindo-se deste modo uma maior circulação destes trabalhos artísticos estabelecendo-se de imediato uma troca de experiências inesgotáveis, cujos temas dos mais diversos proporcionam um intercâmbio cultural riquíssimo.
      Muitos Dadaístas, Futuristas e Surrealistas aderiram à Arte Postal como proposta criativa. Nomes como Marcel Duchamp, Francis Picabia, Henri Matisse e até o próprio Pablo Picasso as realizaram temporáriamente.
      Em Portugal já à largos anos se tem desenvolvido importantes certames, sendo de destacar o grupo ARTEVER da Amadora, que organizou algumas mostras com bastante êxito.
      Actualmente com a utilização da Internet estes eventos surgem com maior divulgação em quase todos os países do mundo, havendo até diversos historiadores da Universidade Federal de Pernambuco no Brasil interessados em estudar esta expressão artística com bastante entusiasmo já desde 2007.
      São já referência na Mail Art internacional nomes como Keyla Holmquist, Constança Lucas, Gada de Guivry, Isabelle Vannobel Ceravolo, Bettina Alcántara, Bruno Pollacci, Claudia Ligorria, Clemente Padin, John M. Bennett, Hilda Paz, Eliso Ignacio Silva, Pascal Minart, Monica Vallejo, Domenico Severino, Helder Coelho Dias, Joaquim Lourenço, Ana Spînu entre outros.
      A Mail Art é seguramente uma proposta criativa aparte e sem “ismos” com cada vez mais adeptos em todo o Planeta.

Nota: Este artigo é da responsabilidade do autor. (Agora actualizado)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

APARTIS - Membro do IUOMA (International Union Of Mail Artists)

O Apartis - Movimento Multicultural de Artistas já nos finais deste Julho que agora acabou,torna-se membro do IUOMA - International Union of Mail Artists. O que poderá permitir uma maior participação em projectos do género.

domingo, 24 de julho de 2011

BRUNO ALVES

Bruno Alves

Nasce em Lisboa em 1974. Possui o 12º Ano e desde cedo que se interessou pela Fotografia e pela Informática. Entra para o Apartis – Movimento Multicultural de Artistas em meados de 2010.

Participou nas seguintes exposições:

·         Junta de Freguesia de S.Francisco no “1ºSalão de Artes Plásticas de Outono”S.Francisco – Alcochete         2010.
·         Museu Etnográfico de Canha “Canha D’Artes” em Canha 2010.
·         Junta de Freguesia de S.Francisco “Enlaces” Apartis/Cercima,S.Francisco – Alcochete 2010.
·         Cinema City Classic Alvalade “Exposição Apartis de Desenho,Pintura e Fotografia” em Lisboa 2011.
·         Participa no trabalho colectivo do Apartis de técnica-mista com fotografia na “Industrie et Culture”(Mail Art) Bélgica 2011.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

“Arquitectura é Arte!” - por Sofia Garcia, arq.

Sem dúvida que a arquitectura é mais uma arte, no meio de tantas formas de arte. Mas convém elucidar os demais, que a arquitectura é uma arte aliada às questões puramente técnicas. Estas questões vão desde os conhecimentos técnicos de construção até ao conhecimento das normas e disposições legais. Esta parte não é arte, é puro conhecimento e aplicação prática.
No entanto, a concepção dos espaços na arquitectura apresenta-se como a primeira fase, a fase da vertente artística. É aquela onde o arquitecto exprime as suas ideias, as suas noções de arte e os seus sentimentos. Começa por sentir o espaço onde vai intervir, podendo ser um vazio, como um espaço já existente, e delineia, nos seus esquiços ou papéis, as primeiras linhas do seu pensamento, orientadoras de todo o processo que se seguirá.
O arquitecto é, mais que tudo, uma pessoa sensitiva e emotiva. Precisa de se deslocar ao local do seu objecto e sentir aquilo que o lugar lhe transmite. Depois conjuga os seus sentimentos do lugar com o programa do projecto. Neste ponto, os desenhos, como forma de arte, começam a fluir e conduzem a formas verdadeiramente artísticas.
Depois, a técnica permite à arquitectura interligar a forma e a função, criando espaços com utilidade, cumprindo-se o pretendido. A arte surge novamente quando o resultado final de todo o processo se apresenta. Já ultrapassadas as suas ligações à técnica, o resultado final surge na forma de espaços onde nos sentimos de algum modo. Essas sensações criadas pelo arquitecto, e sentidas pelo utilizador do espaço, são o objectivo da arte de arquitectura. Quando um arquitecto consegue um resultado de sensações, a sua obra foi conseguida.
São necessárias mais criações desta natureza! Todos nós necessitamos disso…nas nossas casas, nos nossos locais de trabalho, nas nossas escolas e nas nossas cidades….
Viva a Arte!
Vivas a todo o arquitecto que não se esquece da arte nas suas concepções, pois é ela que lhes dá sentido!


Nota: Este artigo, é da responasabilidade do autor.